30 outubro 2017 - 20:51
O relatório dos direitos da ONU reflete opinião dos inimigos do Irã: Chefe do Judiciário

O chefe iraniano do Judiciário, aiatolá Sadeq Amoli Larijani, denuncia um relatório recente de um relator de direitos da ONU contra a República Islâmica, dizendo que reflete as opiniões dos inimigos do país.

Dirigindo-se, na segunda-feira, a uma reunião com autoridades judiciais iranianas de alto escalão em Teerã, Amoli Larijani acrescentou que o relatório continha alegações infundadas contra o sistema islâmico e simplesmente citou fontes e referencias anti-islâmica e da organização terrorista anti-iraniana de Mujahedin-e Khalq (MKO).

Ele acrescentou que o relatório apoiava aqueles indivíduos que tinham sido julgados e condenados por espionagem e também os elementos MKO que haviam cometido vários atos de terror contra o povo iraniano.

O chefe Judiciário criticou fortemente as abordagens do duplo padrão do Ocidente em lidar com a questão dos direitos humanos no Irã e disse que, embora tenham sido adotadas diferentes resoluções contra a República Islâmica, os países ocidentais impediram a adoção de resoluções dos órgãos mundiais contra o regime israelense ou o regime saudita que está massacrando as crianças iemenitas.

"Os EUA e a Europa... apoiam um espião, mas mantêm silêncio sobre os assassinatos em massa no Iêmen e o bloqueio de Gaza e pesados bombardeios ​​[de pessoas inocentes] no Iêmen", acrescentou Amoli Larijani.

Asma Jahangir, relator especial da ONU para a situação dos direitos humanos no Irã, apresentou seu relatório a UNO na quarta-feira. Falando aos repórteres na quinta-feira, Jahangir afirmou que houve poucas mudanças na situação humana no Irã no ano passado. Ela também alegou que a violência contra os jornalistas no Irã se intensificou, alegando que o progresso nos direitos das mulheres era extremamente lento. Jahangir afirmou que não tentou avaliar o impacto das sanções nos direitos humanos no Irã em seu relatório, porque não tinha permissão para visitar o país.

O Irã diz que receberá Jahangir se quiser visitar o país desde que indiscriminadamente os relatores de direitos humanos também sejam indicados para os outros 192 países membros das Nações Unidas.

 

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